Saia de Lisboa por volta das 07:00, seguindo pela A1 até ao Porto e depois pela AP-9, já em Espanha, até Santiago de Compostela. Conte com cerca de 5h30–6h30 de condução sem paragens; faça uma pausa para café e abastecimento no caminho e tenha o cartão de cidadão à mão para a fronteira. Ao chegar, deixe o carro num parque como o Parking San Clemente ou o Parking La Salle, ambos práticos para entrar a pé no centro histórico. Evite tentar estacionar nas ruas antigas, muitas de acesso condicionado.
Depois de deixar a bagagem, caminhe até à Praza do Obradoiro e entre na Catedral de Santiago de Compostela, reservando cerca de 1h30 para o interior, a fachada e as capelas. A entrada na catedral é gratuita, mas o museu, o Pórtico da Glória e as coberturas têm bilhetes separados; confirme os horários e compre antecipadamente no site oficial, sobretudo em setembro. A partir daí, passeie sem pressa pelas ruelas de pedra até ao Museo do Pobo Galego, no antigo convento de Bonaval, a cerca de 10 minutos a pé. Dedique-lhe aproximadamente uma hora: as salas sobre tradições galegas, pesca, agricultura e vida quotidiana ajudam a compreender a região para além do circuito jacobeu. O museu costuma fechar à segunda-feira e funciona normalmente em horário de manhã e tarde, mas vale confirmar antes da visita.
Siga depois para o Mercado de Abastos de Santiago, a poucos minutos do museu, para ver as bancas de marisco, queijos, pimentos e produtos locais. É um bom lugar para uma refeição leve — algumas bancas e pequenos espaços preparam produtos comprados no próprio mercado —, mas note que o movimento é maior durante a manhã e início da tarde; se chegar mais tarde, concentre-se no passeio e escolha um restaurante para jantar. Termine na Rua do Franco, onde as casas de tapas se sucedem entre tabernas tradicionais. Procure uma mesa num restaurante galego acolhedor e peça pratos para partilhar, como polvo, empanada, pimentos de Padrón e queijo, acompanhados por albariño ou ribeiro. Calcule €20–35 por pessoa; chegue por volta das 19:30–20:00 para evitar a maior afluência e reserve se preferir jantar sentado.
Depois da saída cedo de Santiago de Compostela, conte chegar a Gijón perto das 11:30. Estacione num parque subterrâneo junto ao centro e faça uma caminhada de cerca de uma hora pelo passeio marítimo da Praia de San Lorenzo, entre a Iglesia de San Pedro e a zona de El Rinconín. É uma boa primeira pausa nas Astúrias: mesmo em setembro, leve um casaco leve para o vento e confirme as condições do mar antes de se aproximar da água. A partir daqui, são cerca de 30 minutos de carro até Avilés.
Dedique aproximadamente 1h30 ao Centro Niemeyer, um complexo cultural branco e curvilíneo junto à ria, com acesso fácil pelo estacionamento da Avenida del Zinc. As exposições e horários variam, mas normalmente o centro funciona de terça-feira a domingo, com bilhetes frequentemente entre €3 e €5; confirme a programação de 19 de setembro antes de ir. Reserve tempo para um café no próprio complexo e, se ainda não tiver almoçado, escolha algo simples no centro histórico de Avilés, a poucos minutos de carro, antes de seguir para Oviedo — cerca de 30–35 minutos pela A-8.
Ao chegar a Oviedo, deixe o carro num parque subterrâneo, como o de Salesas, e caminhe até à Catedral de Oviedo, na Plaza Alfonso II el Casto. Reserve cerca de uma hora para o interior e a Cámara Santa; os horários podem mudar por causa das celebrações, e a entrada costuma custar cerca de €7–9. Depois, volte ao carro e suba ao Monte Naranco — aproximadamente 15 minutos — para visitar Santa María del Naranco e apreciar a vista sobre a cidade; o monumento costuma ter visitas até ao fim da tarde, mas confirme o último horário, pois pode variar sazonalmente. Ao regressar, passeie sem pressa pelo centro antigo até ao Mercado El Fontán, normalmente aberto durante o dia e especialmente animado ao fim da tarde. Para jantar, procure uma sidreria nas imediações da Calle Gascona, conhecida como o “Boulevard de la Sidra”: conte €20–35 por pessoa para sidra, pratos asturianos e sobremesa. Reserve alojamento no centro ou num hotel com estacionamento, porque o carro será pouco útil durante a noite.
Saia de Cangas de Onís por volta das 08:00, antes de a estrada ficar movimentada, e siga pela AS-262 até Covadonga e aos Lagos de Covadonga. Em setembro, o acesso de carro pode ter restrições em determinados horários; confirme na véspera no site oficial do parque ou no posto de informação de Cangas de Onís se será necessário utilizar o autocarro de acesso. Reserve cerca de três horas para caminhar junto ao Lago Enol e ao Lago Ercina, apreciar os miradouros e fazer os trilhos curtos sinalizados. Leve água, casaco impermeável e calçado aderente: mesmo num dia soalheiro, o tempo muda rapidamente nas montanhas. O estacionamento é limitado e costuma encher cedo; o transporte autorizado é geralmente a opção mais tranquila.
Na descida, pare na Basílica de Santa María la Real de Covadonga, aberta normalmente durante o dia e com entrada gratuita; reserve cerca de uma hora para ver o santuário e a Santa Cueva, onde se encontra La Santina. Depois, regresse a Cangas de Onís para almoçar e passear sem pressa pelo centro histórico e pelas margens do Sella. Para uma refeição asturiana simples, procure El Molín de la Pedrera, conhecido por pratos regionais e ambiente descontraído — conte com €20–35 por pessoa. A partir do centro, tudo se faz a pé; deixe o carro estacionado e reserve aproximadamente uma hora para explorar as ruas e pequenas lojas de produtos locais.
Ao fim da tarde, caminhe até ao Puente Romano de Cangas de Onís, na verdade uma ponte medieval frequentemente associada à tradição romana, e veja o rio Sella ganhar uma luz bonita. É um ótimo momento para fotografar sem o movimento da manhã, demorando cerca de 30 minutos. Para jantar, escolha uma sidreria tradicional no centro, como La Sifonería, e peça sidra asturiana servida à altura, acompanhada de fabada, queijos dos Picos da Europa ou carne local. A refeição costuma custar €20–35 por pessoa; a sidra é normalmente barata, mas peça ao empregado que recomende a melhor garrafa da casa. Separe algum dinheiro ou confirme o pagamento por cartão, pois alguns estabelecimentos pequenos ainda têm limitações.
Saia de Cangas de Onís por volta das 08:30 pela N-621, em direção a Potes. É uma manhã de condução cénica, com cerca de 2h30–3h sem paragens: a estrada estreita-se progressivamente ao entrar no Desfiladero de la Hermida, onde as paredes de calcário acompanham o rio Deva. Reserve cerca de 45 minutos para pequenas paragens apenas em miradouros e zonas de estacionamento seguras; evite parar na berma, sobretudo nas curvas e nos trechos de pouca visibilidade. Leve água e algum lanche, pois há poucos lugares convenientes para comprar comida ao longo do desfiladeiro.
Continue até Fuente Dé, deixando a visita à Iglesia de Santa María de Lebeña para o regresso pelo vale. O Teleférico de Fuente Dé sobe rapidamente até aos altos dos Picos de Europa, onde uma caminhada fácil de cerca de 2h30 oferece vistas abertas sobre as montanhas. Confirme no dia anterior horários, vento e disponibilidade de bilhetes no site oficial; em setembro ainda pode haver procura, e as primeiras viagens são as mais tranquilas. No alto, o tempo muda depressa: leve casaco impermeável e calçado aderente. Se o teleférico estiver suspenso, não insista em improvisar trilhos de altitude; aproveite os caminhos baixos junto à estação e siga depois para o vale.
Ao descer, volte pela estrada do vale até ao Monumento Natural de la Iglesia de Santa María de Lebeña, uma pequena igreja pré-românica singular, normalmente visitada com calma em cerca de 45 minutos; confirme o horário de abertura, que pode ser reduzido fora dos períodos de maior movimento. Depois, siga para Potes, estacione num parque periférico e explore a pé o centro histórico: as pontes sobre o río Deva, as ruas de pedra e a Torre del Infantado dão ao lugar um ambiente muito mais agradável ao fim da tarde, quando os grupos de excursão começam a sair. Para jantar, reserve num restaurante tradicional do centro que sirva cocido lebaniego — conte com €25–40 por pessoa e cerca de 1h30; é um prato substancial, por isso não peça demasiadas entradas. Em setembro, confirme a reserva, especialmente se a noite coincidir com sexta-feira ou fim de semana.
Saia de Potes às 08:30 pela N-621/A-67; a viagem até León demora cerca de 3h30–4h. Reserve uma pausa curta no caminho, porque a primeira parte é sinuosa. Ao chegar, deixe o carro num parque subterrâneo como o Parking Plaza Mayor ou o Parking Santo Domingo e faça o resto do dia a pé. Depois de um almoço rápido, comece pela Casa Botines, na Plaza de San Marcelo, uma das obras mais interessantes de Antoni Gaudí fora da Catalunha. O museu costuma funcionar aproximadamente das 11:00 às 14:00 e das 16:00 às 20:00, embora os horários possam variar; conte cerca de uma hora e reserve online se quiser fazer a visita guiada. A entrada ronda os €5–8.
Da Casa Botines, são poucos minutos a pé pelas ruas do centro até à Catedral de León. Dedique pelo menos 1h30 ao interior: a luz dos vitrais muda bastante ao longo da tarde, e vale a pena percorrer as naves sem pressa. A entrada custa normalmente cerca de €7–8; confirme o horário, pois pode haver interrupções durante celebrações religiosas. Continue depois até à Basílica de San Isidoro, a cerca de 10 minutos a pé, passando pela Calle Ancha. Além da igreja, não perca o Panteão dos Reis, conhecido pelos frescos românicos; a visita completa demora cerca de uma hora e custa aproximadamente €5–6. Se ainda houver energia, faça um pequeno desvio pelo Barrio Romántico, mais tranquilo do que a zona de bares.
Ao fim da tarde, regresse ao Barrio Húmedo, o melhor lugar para transformar o jantar num passeio descontraído de tapas. Comece pelas imediações da Plaza de San Martín e vá escolhendo dois ou três bares, em vez de se fixar num só; em muitos locais, a tapa vem incluída com a bebida. Prove morcilla de León, cecina e croquetas, contando com cerca de €20–30 por pessoa para uma rota generosa. La Bicha é conhecida pela morcilla, enquanto El Flechazo é uma escolha informal para batatas bravas. As ruas ficam mais animadas depois das 20:30, mas chegar por volta das 19:30 permite encontrar mesa e ainda caminhar sem multidões.
Antes de iniciar a longa viagem, passe pelo Mercado del Conde Luna, no centro de León, para um pequeno-almoço tranquilo e algumas compras de estrada. O mercado costuma funcionar de manhã, mas confirme os horários na véspera; reserve cerca de 45 minutos para provar ou comprar queijo, enchidos, pão e outros produtos locais. A zona é central e pode ser mais prática a pé do que tentar aproximar o carro; deixe a bagagem no hotel ou use um parque subterrâneo próximo.
Siga depois a pé até ao Palacio de los Guzmanes, na Plaza de San Marcelo, a poucos minutos do mercado. Admire a fachada renascentista e o pátio interior; as visitas podem depender do calendário do edifício e de visitas guiadas, por isso conte sobretudo com uma paragem exterior de cerca de 45 minutos. Continue pelas ruas antigas até à Plaza Mayor de León, onde vale a pena fazer uma última caminhada sem pressa e tomar um café numa esplanada. Reserve outros 45 minutos, lembrando que o centro tem zonas pedonais e calçada irregular.
Saia de León por volta das 09:00, idealmente já com o depósito cheio e água preparada. A rota mais direta é pela A-66 em direção a Benavente, seguindo pela A-52 e depois pela A-6 até à fronteira; em Portugal, continue pela A1 até Lisboa. Conte com 7h30–8h30 de condução sem paragens, além de pelo menos duas pausas, e confirme com a locadora se o carro pode atravessar a fronteira e onde deve ser entregue. Tenha cartão ou dispositivo compatível para as portagens espanholas e portuguesas; se possível, evite atravessar Salamanca e entrar nos arredores de Lisboa nas horas de ponta.